É difícil definir bem o que queria fazer Alan Moore quando começou a escrever ''Batman: A Piada Mortal'', porém a pergunta que se fez ao começar a criar uma de suas principais obras ele tinha bem definida: ''Um dia ruim é o suficiente para transformar um homem bom em um monstro?''. Dissertar sobre essa grande história de pouco mais de 50 páginas é tão complicado quanto definir qual é a sua principal mensagem, pois a mesma é construída sobre múltiplas facetas.
O nome dessa HQ é até de certa forma mentiroso, pois com certeza não é uma história sobre o Batman, mas sim sobre o Coringa. O grande vilão do homem morcego que até aquele ano de 1988, não tinha uma abordagem condizente com o que hoje o personagem é representado. A pegada mais sádica, sombria, os gestos, a reformulação nas origens e ambições do antagonista mais louco do Batman ditaram o rumo das histórias dele nos anos 1980', formando a base para a concepção popular e geral do personagem. ''A Piada Mortal'' pode ser vista como uma história de origem, pois há procura pela diretriz de ''o que é ser coringa'' e do ''como se tornar coringa'', podemos com certeza dizer que essas perguntas são propostas justamente pelo próprio vilão. Usando o Comissário Gordon como foco central de sua metáfora, ele tenta provar a todos em gotham que ele não é diferente de qualquer outra pessoa. A Relação do vilão com o Batman também é explorada de maneira única, rumo para o lado da rivalidade dos dois perpassar a fronteira do ódio e beirando a admiração e a dependência um do outro. Até que ponto o Batman seria um herói do jeito que é sem o coringa? E o coringa, existiria sem o Batman? São uma das várias questões que acabaram indo além desta HQ maravilhosa
A ideia de Moore em provocar uma reflexão sobre o que é preciso para se tornar um psicopata em determinado momento dentro da história se dilui também em uma reflexão sobre o que é ser são, e em que parte de nossas vidas estamos suscetíveis a loucura. São muitos questionamentos e alguns até muito subjetivos para podermos colocar dentro de poucas frases todavia Moore consegue de maneira única juntar todas essas perguntas e esclarecer as respostas em 50 páginas. Ao final, assim como deixei bem claro no começo, não da para termos uma resposta sobre o que queria Moore ao criar esse clássico dos quadrinhos. Os quadros finais deixam claro que nem ele sabe responder a pergunta base da HQ.
E para você, um dia ruim é o suficiente para deixar um homem louco?
''Batman: A Piada Mortal'' foi escrita pelo Alan Moore com desenhos de Brian Bolland em 1988 quando foi publicada de primeira vez pela editora DC Comics.
NOTA:9,5
TEXTO: J.P Goulart
sexta-feira, 14 de setembro de 2018
sexta-feira, 7 de setembro de 2018
A Super Normal Ms. Marvel de Willow Wilson
As anormalidades de uma menina de 15 anos expostas e descritas de uma maneira absolutamente normal, assim é construída a base da nova Miss Marvel do universo marvel. A juventude atual detém algo único que a diferencia em detrimento a qualquer outro tipo de geração: A internet. O modo com que as pessoas se relacionam e como criam algo entre elas mudou bastante após a explosão mundial da internet e como em todos os momentos da história, o meio influenciou no modo como as pessoas lidam com suas vidas de maneira individual. Utilizando uma linguagem bem atual e descompromissadamente profunda, a autora G. Willow Wilson descreve com uma precisão fora do normal o que é ter 15 anos em 2018. As aflições, duvidas e angustias de se estar sempre conectado com o mundo mas ao mesmo tempo nunca estar conectado com ninguém.
O choque de gerações e a profunda questão de Kamala, a nova heroína queridinha da marvel, ser muçulmana são tratadas de maneira bem serena e ao mesmo tempo contundente. A escritora foi muito feliz nas escolhas de palavras, transformando assim a história num verdadeiro exemplo de humanidade e até um certo clássico do combate ao preconceito religioso. Kamala apesar de ter sua fé e religiosidade é acima de tudo uma adolescente normal, que no tempo em que vivemos é ser totalmente fora do normal.
(Toque duas vezes na imagem para focar)
A confusão que a vida de Kamala se faz é mais uma conexão com a fase de mudança em que vive, claramente uma questão comtemporanea. A admiração aos heróis da marvel por parte da protagonista da história, é algo muito notável e prazeroso, pois é bem possível se enxergar nos sonhos da personagem que antes da nuvem de terrígena era uma pessoa como eu ou você. Além de leve e divertida, a HQ é bem profunda e traz várias mensagem positivas, um clássico moderno.
(Toque duas vezes na imagem para focar)
NOTA: 8,9
TEXTO: J.P Goulart
O choque de gerações e a profunda questão de Kamala, a nova heroína queridinha da marvel, ser muçulmana são tratadas de maneira bem serena e ao mesmo tempo contundente. A escritora foi muito feliz nas escolhas de palavras, transformando assim a história num verdadeiro exemplo de humanidade e até um certo clássico do combate ao preconceito religioso. Kamala apesar de ter sua fé e religiosidade é acima de tudo uma adolescente normal, que no tempo em que vivemos é ser totalmente fora do normal.
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A confusão que a vida de Kamala se faz é mais uma conexão com a fase de mudança em que vive, claramente uma questão comtemporanea. A admiração aos heróis da marvel por parte da protagonista da história, é algo muito notável e prazeroso, pois é bem possível se enxergar nos sonhos da personagem que antes da nuvem de terrígena era uma pessoa como eu ou você. Além de leve e divertida, a HQ é bem profunda e traz várias mensagem positivas, um clássico moderno.
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NOTA: 8,9
TEXTO: J.P Goulart
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